quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Um Pedacinho da Tese

A humanidade desenvolveu ao longo de sua trajetória parâmetros para determinar o que é felicidade, ética, solidariedade. Parâmetros esses que, mesmo não sendo perfeitos, nem podendo ser considerados definitivos, nos parece, poderiam ser úteis na construção de uma convivência harmoniosa. Mas, por que será que não fazemos uso desses conhecimentos? Por que não nos preocupamos em desenvolver em nós mesmos e em nossas crianças os melhores hábitos, os melhores sentimentos, as melhores atitudes? Como e por que conseguimos abrir mão de valores conhecidos em nome de uma vida frágil, desestruturada, cheia de armadilhas, sangue e desespero? Por que escolhemos nos tornar escravos quando tínhamos tudo para sermos livres? (ou será que não tínhamos?). As promessas que a humanidade se fez não foram cumpridas e ela se conformou com isso. O mundo contemporâneo consolida, juntamente com a pobreza material da maioria, a deformação cultural de todos. Enquanto a produção de bens materiais, ainda que dirigida a poucos, não pára de crescer e surpreender, a miséria cultural se instala em nosso mundo. Esse conjunto tem obtido sucesso ao gerar uma sociedade em que vidas humanas se tornam descartáveis. Tornamo-nos, cada um, completamente desnecessários.

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